domingo, 1 de agosto de 2010

reflexões sobre Pdms


Uma das coisas mais legais de ser um narrador de rpg é a possibilidade de viver diferentes personalidades e de assim interferir nas atitudes e vivências dos personagens dos jogadores de uma forma muito mais especial do que qualquer outro jogador poderia fazer, no entanto este grande poder também traz consigo uma grande responsabilidade, o dever de conceder veracidade aos coadjuvantes, ou seja, o dever de fazer com que tais personagens tenham importância e cativem os pdjs.
Para isso temos que ter em mente que não são todos os personagens do mestre que devem possuir o brilhantismo especial, pois não devemos esquecer que dentre os muitos personagens que são interpretados por nós narradores há aqueles que são apenas figurantes, diante disso, precisamos nos concentrar nas figuras que de fato importam, ou seja, os  que interferem de alguma forma na trama.
Com essa divisão em mente devemos diferenciá-los mais especificamente, em minha opinião o melhor modo de fazer isso é usar um método que alguns roteiristas e escritores usam. Escreva as motivações, defeitos, qualidades e medos dos personagens, assim como também a sua aparência, claro que nada muito extenso, mas bem informativo para manter a coerência durante as sessões, depois disso selecione aqueles que vão lutar e os que não se envolverão em batalhas fazendo assim uma pequena( pequena mesmo) ficha para os participantes dos encontros, isso cobrirá inteiramente a primeira parte do nosso desenvolvimento, a caracterização e as estatísticas.
Agora chegamos a parte mais difícil  do desenvolvimento, afinal dados podem ser escritos, criados e copiados,mas o que de fato irá fazer a diferença entre um conjunto de números e uma personalidade é como isso vai ser materializado, ou melhor interpretado, de fato não existe nenhuma fórmula mágica para isso, apenas a experiência ensinará realmente, contudo existe certos esboços que podemos encontrar nas mais diversas mídias.
Os Pdms devem comportar-se  como qualquer outro personagem, o que quero dizer com isso é que toda a informação escrita deve ser demonstrada no jogo, nas relações sociais encontradas dentro das sessões, deve haver realidade para que haja envolvimento.
Outro ponto que ressalto é que mestre é mestre e personagem do mestre é personagem do mestre , o narrador não é o grande protagonista da história, mas sim seus jogadores são, então não se deve usar os Pdms como grandes heróis como os sábiso que conhecem todos os mistérios, em uma analogia interessante podemos colocar os Pdjs como um grande sol que deve brilhar e trazer calor com seu brilho, enquanto Pdms são apenas cometas detentores de beleza, mas que não permanecem e também não tem tanta majestade quanto um sol.
 Deve ficar claro que personagens do narrador nada mais são que um apoio e também o combustível para o drama e para tragédia das aventuras que o grupo dos jogadores vivem, em minha humilde opinião, os jogadores devem lembrar deles como exemplos e não como aquele herói apelativo que sempre mata o vilão deixando-os com caras de criança que tentam ser lendas.
 Bem senhores e senhoras esses foram alguns pensamentos sobre o elenco de apoio do que nós encarnamos espero pelos comentários até a próxima e um abraço!