domingo, 20 de fevereiro de 2011

Questionario Sobre RPG: Dicas de Mestre para Mestre Parte 4 com Fernando Fenrir


Olá meus queridos leitores e leitoras hoje apresento novamente a coluna de dicas de mestre hoje com o Fernando do blog  Cavaleiros das Noites Insones espero que vocês gostem das respostas espero os comentários!!!


1- O QUE É FUNDAMENTAL PARA ESTABELECER UMA BOA CAMPANHA?
Todas as campanhas são boas, mas nem todas estão adequadas ao grupo. Cada grupo cria, procura, desenvolve suas campanhas em base dos gostos de cada um, unissono aos demais integrantes do grupo, então respondendo: o que é fundamental para estabelecer uma boa campanha é um bom grupo.

2- QUAL É SEU MÉTODO PARA EVITAR INCOERENCIAS DURANTE O DESENVOLVIMENTO DA HISTORIA DAS AVENTURAS?
Por mais incrível que pareça, incoerência me soa tão legal quanto coerência em um RPG. Lógico que, como em um roteiro, pontos-chaves devem ser respeitados, mas um pouco de incoerência é o toque de mestre de mestre, mas sem tender ao absurdo.

3- EM RELAÇÃO AO ENVOLVIMENTO DOS PERSONAGENS COM A TRAMA, QUAIS SÃO OS SEUS MACETES PARA INSERI-LOS CADA VEZ MAIS NA HISTORIA?
Normalmente, deixo os jogadores livres para fazer seus personagens, mas antes digo o que será feito, onde se situará a aventura, e um “plot” inicial, o que todos saberão previamente o que será o objetivo. O mais difícil é colocar novos personagens em campanhas “na metade”, mas nada que um bom mestre – e criativo – não consiga desenvolver...

4- VOCÊ UTILIZA DE NARRAÇÃO COMPARTILHADA? SE SIM , ESTA FERRAMENTA TRAZ AO SEU JOGO MAIOR PARTICIPAÇÃO E INTEGRAÇÃO DOS JOGADORES?
Atualmente, não estou utilizando a narração compartilhada, mas pelo fato por jogar um jogo extremamente Gamista (veja mais em:http://cavaleirosdasnoitesinsones.blogspot.com/2009/09/gns-e-outros-assuntos-sobre-teoria-do.html ), mas mesmo jogando mais esse estilo, vejo muito a participação de alguns integrantes do meu grupo em narrativa, principalmente os que estão mais integrados a campanha. Como jogo com muitos jogadores, sempre existe aqueles mais retraídos, mas sempre tento incentivar a interpretação deles (sistematicamente ou não).

5- AO PERCEBER UMA POSSIVEL FALTA MOTIVAÇÃO POR PARTE DOS JOGADORES QUE ELEMENTOS VOCÊ USA OU JÁ USOU DENTRO DA NARRAÇÃO PARA DESPERTAR O INTERESSE?
Desafio. O interesse no RPG – enquanto jogo – é o desafio. Não adianta me dizer que o jogador de RPG que somente interpretar, ele quer ter um desafio para superar, seja ele nos dados, na interpretação, ou simplesmente o “deixa rolar que eu ajudo”. Quanto mais desafiador e instrínseco o jogo, mais sedutor e implolgante ele será na visão dos jogadores, sendo veteranos ou não.

6- COMO VOCÊ ENCARA O USO DE ACESSÓRIOS( MAPAS, GRINDS, OBJETOS..) NAS SESSÕES DE RPG?
Tão opcional quanto ter dados ou livros de regras! kkkkkkk Vai depender de cada sistema, lógico. No meu grupo, integramos todos esses elementos (e muitos outros) mais por uma questão de praticidade (jogamos a 4ª Edição de Dungeons and Dragons) e pelo sistema exigir no mínimo um grid e peças que represente monstros e personagens.


7- A ORGANIZAÇÃO DURANTE UM JOGO DE RPG É EXTREMAMENTE NECESSARIA, POR ISSO FALE ALGUMAS DICAS DE COMO VOCE ORGANIZA OS MATERIAIS DE SEU JOGO( FICHAS DE PDMS, ANOTAÇÕES DOS PDJS...)
Sou muito sistemático: eu gosto muito de fazer planilhas e mais planilhas, e para um jogo de RPG, é essencial. Quem não tem computador pode organizar fazendo gráficos e planilhas no papel, onde coloco coisas como localidades, NPCs, ações/reações, itens, e gosto de fazer o que eu chamo de “cola”: um checklist de status dos personagens e guias de páginas essenciais para a consulta, caso haja alguma dúvida dos jogadores.

8- AINDA EM RELAÇÃO A CONSTRUÇÃO DE AVENTURAS E CAMPANHAS, VOCÊ GERALMENTE OBEDECE UMA ESTRUTURA MUITO PLANEJADA OU PREFERE IMPROVISAR? JUSTIFIQUE SUA RESPOSTA E EXPLANE EM POUCAS PALAVRAS SEU MÉTODO.
Gosto de utilizar a máxima 10% de planejamento, 90% de improviso em alguns jogos, mas em outros, o fator é 50%/50%.

9- PARA VOCÊ O QUE É SER MESTRE E O QUE TORNA BOM?
Ser um mestre bom é ter um senso de criatividade e autocrítica: para criar e ver se está bom ou não. Acho que é um dom que nasce em um indivíduo. Todo o jogador de RPG é um jogador, mas são poucos que são Mestre. Não é a toa que se tem esse status...

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