segunda-feira, 16 de maio de 2011

Memórias de Um Soldado

Olá pessoal, estou hoje aqui para postar um conto que lida com o tema da minha futura campanha espero que gostem e não deixem de comentar. E podem esperar que brevemente divulgarei informações sobre minha nova campanha!






Memórias de Um Soldado 

Nos tempos cinzentos eu era um soldado, as minhas mãos jovens queimavam fortemente com as brasas do meu dom, enquanto meu coração mergulhava se embriagando e afogando-se em um misto de medo e bravura.
Mas, aquela sensação estava para acabar, pois aquela quarta feira era o ultimo dia que passaria sendo testemunha e instrumento do conflito, da grande guerra.
Minha ultima missão era explodir um ponto estratégico do inimigo, missão gloriosa, digna de medalha e uma menção honrosa no funeral, entretanto eu estava decidido a tocar aquela medalha e beijar o rosto da minha mãe, eu não deixaria que a morte me levasse.
O frio e o vento agressivo que o trazia acompanhavam o dia cinzento, o clima húmido, quase tempestuoso não era nada agradável para guerrear, era bom para ficar na cama, mas apesar da circunstância eu estava feliz, era meu dia, minha carta de alforria e por isso eu queimaria inimigos como nunca.
Marchando eu e o grupo nos encaminhávamos para a grande luta, a voz do sargento fazia doer os meus ouvidos, eu não mais o tolerava com toda sua rispidez e prepotência a minha vontade era incendiar a cabeça dele com minhas labaredas, mas graças a Deus eu me segurei, perderia a liberdade por isso. E o pensamento sobre  liberdade era a unica coisa que me levava a não enlouquecer.
Chegando ao quartel general inimigo, que era um pequeno povoado, se podia ver uma grande torre de vigia cheia de homens apontando armas de grosso calibre em todas as direções, ao seu redor os alojamentos ferviam com o fluxo dos soldados bravos e orgulhosos do genocídio que o seu exército praticava, eu estava louco para vê-los queimar nas minhas chamas.
Pela competência de Calisto ninguém nos viu, o seu dom de nos cobrir e nos fazer quase invisíveis funcionou de maneira esplêndida, como quase sempre acontece. Uma das melhores coisas de estar em um batalhão diferente, especial é a permissão de não seguir as regras, imagine uma mulher na linha de batalha da grande guerra, para muitos isso era impossível, ou melhor, inconcebível, entretanto para pessoas como eu e o meu grupo era real. Confesso que as coisas não serem convencionais tornaram a vida no inferno menos dolorosa.
Ao sinal do sargento todos se prepararam para o ataque, seríamos vítimas fáceis se não tivéssemos dons, talentos que nos tornavam quase anjos, ou como dizia meu falecido e asqueroso pai quase demônios.
Atacamos fortemente, parti para cima de cinco soldados inimigos e antes que eles tocassem as suas armas, suas mãos e rostos estavam em chamas, derretendo como bonecos de cera e cheirando como um belo churrasco de domingo.
Peguei mais alguns idiotas e os fiz queimar de dentro para fora, aumentando a temperatura de seus corpos até entrarem em combustão, outros acendi pela cabeça e os vi pulando como palitos de fósforo saltitando para a morte, um espetáculo a parte.
Entretanto, nem tudo foi vitória tivemos baixas. Perdemos Calisto que foi partida ao meio por um adversário, dentre os malditos também existiam pessoas com dons, o sargento tentou salvá-la, mas falhou. Foi duro perde-la era uma boa amiga e aliada fiel, no entanto sua morte foi vingada, o sargento degolou o safado que a matou.
Depois de tiros, cortes e chamas vencemos e explodimos o lugar custou uma vida aliada e muito suor, além de sangue claro, mas no fim valeu. Eu esqueceria meu dom viveria como gente normal, finalmente eu estava livre da guerra e da matança. A chuva agora lavava minha alma enquanto eu regressava para casa.