segunda-feira, 23 de setembro de 2013

Ciranda de Blogs: A Ressurreição não é Fácil

       




Olá pessoas, hoje estou aqui para finalmente participar da Ciranda de Blogs,iniciativa do meu caro amigo Diogo Nogueira do Pontos de Experiência. Neste mês, a temática escolhida foi morte e como é possível falar do tema tanto direta quanto indiretamente, resolvi ruminar um pouco sobre a ressurreição, então vamos lá.

Ressurreição, que provém do latim resurrectio e do grego anastasis, significa "levantar, erguer", mais literalmente "erguer-se dos mortos" e é o fundamento básico da fé que tenho como prática, o cristianismo, afinal acreditamos que Jesus ressuscitou e como Ele assim o faremos. Na fantasia medieval, o conceito de ressurreição também é extremamente importante, peguemos dois exemplos: Senhor dos Anéis e Nárnia; no primeiro, a morte de Gandalf prenuncia o desmantelamento da sociedade e seu retorno "ergue" a esperança de seus companheiros; no segundo, Aslam mostra que aquilo que parecia ser uma derrota é o "levante" para a vitória.
Em nenhum dos três exemplos dados, a ressurreição mostra-se como uma opção fácil a todos os personagens, o único capaz de levantar dos mortos ou levantar os mortos, na narrativa bíblica, foi Jesus, nas literaturas citadas ninguém fez o mesmo que Aslam ou Gandalf. A ressurreição é/foi um instrumento para a impactação daqueles que a testemunham e não um mero recurso para o "restart" da morte.
A ressurreição de Cristo divide o nosso tempo e cria a maior religião que se teve notícia, a volta de Gandalf impacta a vida dos povos livres e conduz ao triunfo sobre Sauron, no caso de Aslam, a própria ressurreição é a vitória, semelhantemente ao caso de Cristo.
O que tiramos de lição dessas três ressurreições? Bem, a primeira coisa que me vem a cabeça é a função narrativa da volta à vida, ela serve para dividir uma narrativa e se colocar como um ponto crucial para um determinado desfecho. Segundo, toda ressurreição é precedida por dramaticidade, sofrimento e sacrifício, ela não está a venda por peças de ouro e nem pode ser trocada por tesouro, não há mensuração para vida, isso é fato. Terceiro, todos os que ressuscitam, o fazem para algo, Jesus para glória de Deus Pai, Gandalf para cumprir a missão que era de Saruman, Aslam para vencer a feiticeira, enfim, não existe ressurreição para aqueles que não tem um propósito em sua volta- ou ao menos deveria ser assim. 
Enfim, o que eu quis trazer com minhas ruminações foi apenas minha percepção de como devemos trazer uma melhor valorização para este recurso, assim como, uma maior veracidade. A ressurreição é um recurso especial em narrativas épicas, serve tanto para valorizar a vida, quanto para demonstrar que a morte pode ser superada, entretanto, para tanto, ela precisa ser encarada como um grande tesouro, uma graça, que, no final das contas, só é concedida aqueles que tem um papel de destaque no destino do mundo.

Então, vocês concordam? Um abraço!