sexta-feira, 21 de fevereiro de 2014

O Estigma e Os Mundos de Fantasia



Olá pessoal, tudo certinho com vocês? Espero que sim. Bem, depois de um hiato de duas semanas, graças aos meus outros projetos e ao mestrado, estou de volta com um novo post. Como ainda estou muito cheio das coisas do que ando estudando, resolvi escrever sobre um dos elementos da minha dissertação e pensar como ele seria operacionalizado em mundos fantásticos.
O aspecto que gostaria de expor e refletir é o estigma. Em termos rasteiros e tangenciais da sociologia, o estigma é uma espécie de marca- visível ou não- que reduz aquele que a tem a esta característica, geralmente desfavorável e negativa.
Em nosso mundo, as marcas estigmatizantes são diversas e estão desde uma sexualidade fora dos padrões normativos vigentes até traços étnicos, passando por gostos, religião e posse de algum sofrimento psíquico. Geralmente, a pessoa que obtém tal marca é impedida pelo meio social de praticar e exercer atividades normais, pois é geralmente entendida como perigosa, imprevisível e/ou incapaz. 
A ideia de excluir pessoas do convívio social por suas características não é nova e suas razões tem mudado durante os séculos. Mas, enfim, o que eu quero com isso é afirmar que acredito que um mundo fantástico, o estima pode ser bastante interessante como ferramenta do mestre.
No meu cenário, por exemplo, os magos são tolerados, contudo, a magia organizada e institucional é terminantemente proibida, o que acaba fazendo com que usuários de magia, que se organizem ou mesmo que tenham interesse de buscar mais conhecimento, recebam a marca de magos institucionalizantes e acabem por ser evitados como pessoas perigosas. Em outros lugares, a coisa é bem pior; ser mago já é motivo de ninguém ouvir ou falar com você.
Este é um exemplo bobo se olharmos a capacidade de campanhas densas que podem frutificar da ideia de exclusão e de marca estigmatizante. A vida de aventureiro é um ótimo elemento para ser estigmatizado, assim como, a raça, religião e outras tantas coisas...
O fato é que um mundo fantástico é um mundo plural em nível macro, mas não necessariamente no micro, onde a vila ou o baronato continua sobrevivendo sem se dar conta das tantas criaturas fantásticas, deuses e maneiras de expressar o amor existem fora de seus muros.
Por fim, deixo logo abaixo algumas características que acompanham uma pessoa estigmatizada.

  • O status de normalidade é perdido
  • Há uma crescente restrição a autonomia, limite do ir e vir e do exercimento de funções
  • Esfacelamento de relações afetivas
  • E crescente desconfiança, sendo assim encarados como perigosos e imprevisíveis