sábado, 2 de outubro de 2010

Coda: Um Sistema de Potencial na Teoria, mas na Realidade...

O livro de Senhor dos Anéis foi o primeiro RPG  que eu comprei infelizmente eu só o adquiri porque nunca encontrei ninguém disposto a jogá-lo de maneira séria, aliás essa é uma das minhas grandes frutrações rpgisticas, contudo isso é plot para um outro post e só serve de introdução para esse pequeno artigo que estou escrevendo, que na verdade trata da potencialidade de um sistema que poderia ter sido promissor, contudo não foi.
Isso então nos leva a grande pergunta qual foi a razão do sistema chamado Coda não ter sido um sucesso? Claro que para tal pergunta existem inúmeras respostas, acho até que poderia até ser paua de livro, mas deixando as bricadeiras de lado essa questão nos leva ao âmago do problema, ideias boas as vezes não dão certo.
Minha opinião é que o potencial do sistema é ótimo a ideia de abarcar tanto rpg quanto combate em massa é sensacional e muito interessante, porém quando vamos analisar a fundo o sistema ele simplismente não funciona, deixando os mestres com uma enorme dor de cabeça e tendo que corrigir o sistema de maneira particular e caseira, algo diga-se de passagem bem trabalhoso.
Claro que isso ocorre com todo tipo de RPG inclusive com o belo D&D, mas no caso de SdA é muito mais forte e problemático, além do mais torna-se frustrante porque para quem conhece o jogo ou já leu o livro percebe como seria interessante se as regras tivessem tido um pouco mais de atenção, pois se os jogadores não tiverem um pingo de bom senso( leia se os jogadores forem over power apelões miseráveis) ou se o mestre for um cara muito heterodoxo( leia mestre de D&D sem noção que acha que Senhor dos Anéis deveria ser um tanto que mais mágico) o jogo simplismente perde o controle.
O que vejo é que as regras não atuam como um ponto de equilibrio predominantemente, mas sim como um ponto apenas esboçado e enevoado, ou seja, se você segui-las sem interpreta-las de forma sensata não teremos um jogo tolkiano, mas uma doidice híbrida da coisa.
O que quero demonstrar com isso é meu desabafo em relação a uma coisa que todos temos e que devemos controlar a superficialidade com que fazemos as coisas. A decipher teve ouro nas mãos e ferramentas para constituir-se como  um império, mas pelo descaso ruiu como areias levadas pelo tempo e se tornou apenas mais uma entre muitas



Um forte abraço e novamente perdão pela demora da postagem eu to sem pc com net :(