quinta-feira, 24 de março de 2011

Sobre a Busca por Jogadores e A Vida





Olá senhores e senhoras meu post hoje é mais uma conversa do que um artigo ou qualquer outra coisa que geralmente posto por aqui, hoje falo para vocês sobre minha busca atual, minha procura por companheiros que possam me acompanhar na atividade lúdica do RPG.
Mas, desabafo com todos que leem esse post, está sendo difícil montar um grupo, as coisas assemelham-se a uma grande tempestade, ou talvez a uma tarde tediosa e nublada, não sei ao certo qual seria a melhor analogia, no entanto sei que o tempo é  sempre o maior de todos os vilões na formação de um grupo, o tempo este é o meu algoz!
Consegui algumas pessoas que se interessaram pelo jogo, entretanto essas, assim como eu, têm o tempo curto e talvez não possam jogar infelizmente, até agora nós somos apenas três, mas tenho esperanças de que daqui para o final da semana sejamos quatro, isso claro se novamente o tempo não for o meu algoz.
Deixo esse recado, ou melhor desabafo escrito aqui no blog porque não sei com quem falar sobre o assunto, afinal não são todos que veem tal situação como algo digno de se ficar triste, no entanto esse acontecimento corriqueiro, esconde uma verdade melancólica, quase depressiva quando paramos para refletir sobre ela.
Falo do uso de nossas existência, percebam senhores e senhoras não temos tempo para nossa criança interior, para brincadeiras saudáveis, não temos tempo de ócio, apenas tempo de consumo, consumo desenfreado, não temos tempo para Deus, temos tempo apenas para descrença e a inércia, não temos tempo para os nossos próximos, apenas para a sombra que cada vez mais construímos achando que somos nós.
Agora eu pergunto novamente será que esta dificuldade em achar jogadores, em achar um tempo para fazer um hobbie que eu adoro é realmente algo trivial?! Eu acho que não, vejo a situação como algo muito sério como uma lenta castração do que somos e do que um dia poderíamos ser, o RPG é uma dentre mil formas de fuga dessa realidade, dessa selva de pedra, mas não é uma fuga comum, pois ela alimenta aquilo que mais o mundo em que vivemos tem medo, ela alimenta a criação livre e despretensiosa.
Deixo por hoje essa mensagem nunca parem de imaginar, nunca cresçam, vamos aprender com as crianças, vamos continuar a brincar com nosso faz de conta, vamos arrumar tempo para aquilo que importa, não nos deixemos cair nas trevas cinzentas de uma vida mortificante, vivamos e não apenas sobrevivamos!

Até logo!