quarta-feira, 15 de junho de 2011

X-MEN First Class: Um Análise RPGística


Olá queridos leitores do blog hoje estou escrevendo estas linhas para falar um pouco sobre um filme que está bombando nos cinemas estou falando de X-MEN First Class, mas não esperem desse post uma resenha, pois resenhas na internet sobre o filme tem aos montes, hoje quero analisar o filme de outra maneira, desejo compartilhar com vocês  um pouco da minha análise RPGística então senhores e senhoras vamos lá.(vou tentar ao máximo não contar o filme, mas de qualquer forma aconcelho quem não viu não ler =p).
A primeira coisa que eu quero chamar a atenção no filme é a forma com que personagens ilustres são tratados e eu diria até humanizados, tal caracteristica é bem interessante, pois mostra aos narradores que os grandes personagens de um cenário tiveram um momento em seu histórico que eram mais próximos daquilo que são os personagens dos jogadores nos primeiros niveis. A lição mais importante que aprendi com essa forma de conceber Magneto e Charles Xavier foi que mesmo com pdms fortes, poderosos e experientes não é necessário a divinização, por exemplo o grande arquimago é muito poderoso, contudo ainda é humano e por isso ainda  tem motivações, falhas, raiva e mágoa.
Falando nesses dois sentimentos, que aliás são bastante usados em nossas mesas de jogo,  o filme nos demonstra uma grande lição sobre como um personagem guiado de fato pela raiva e vingança se comportaria em uma oportunidade de descobrir um meio de sanar a sua sede e apaziguar sua cólera. Resumindo esse segundo ponto, um sentimento como a raiva quando bem interpretado abre as portas para a tensão benéfica da história, fazendo-a andar de maneira emocionante ao mesmo tempo que o grupo é jogado de maneira agressiva ao perigo alimentando de maneira poderosa a ação da história.
Outro ponto bem interessante que o filme desperta é o que se encerra nos relacionamentos dos personagens entre si, suas convicções, sentimentos e formas de se aceitar, coisas que se bem encaixadas na campanha a torna ainda mais rica, afinal preconceito, rebeldia e divergências ideológicas são um prato cheio para a interpretação, por isso fica a dica para mim e para todos que acompanham essas linhas, observe os personagens da história, estude-os compreenda onde seu personagem discorda dele e se pergunte como ele reagirá diante da divergência depois de pensar, bem externalize na mesa e veja o que vai ocorrer.
Para finalizar este pequenino artigo ficamos com uma dica bem trabalhada em muitas discursões, mas que sempre é bom lembrar, jogadores e narradores deem atenção aos históricos faça com que as histórias das vidas dos seus personagens sejam interessantes e que  instiguem e influenciem a história da crônica para que esta seja de fato uma continuidade do histórico particular do seu personagem.