quarta-feira, 7 de março de 2012

Construindo o RPG Filho dos Quatro: Ambientação

Olá pessoal! Como alguns já sabem, eu estou escrevendo um RPG, que logo publicarei de maneira independente, como não poderia deixar de ser eu vou frequentemente usar o espaço do blog para escrever um pouco sobre esta minha futura obra, isto tem como principal intuito deixar vocês interessados pelo livro, além de claro, fazer com que vocês participem um pouco da construção do jogo. Nesta primeira conversa eu decidi falar um pouco sobre ambientação, então vamos lá.
Desenho de Moebius

A primeira coisa que quero dizer sobre o assunto é: Definir uma ambientação é muito difícil, mesmo que você já tenha uma proposta definida, como era o meu caso. Eu tinha uma ideia, sabia que meu jogo teria como foco a jornada de heróis-míticos até a divindade; contudo, eu não fazia ideia qual seria a atmosfera que permearia essa proposta inicial; e bem, essa atmosfera é o que dá cara ao jogo, pois se a proposta inicial é a alma, a ambientação com toda certeza é o coração.
Minha proposta inicial caberia em diversos gêneros, poderia ser, dessa maneira, um jogo de ambientação mais gótica e sombria, ou quem sabe, mais steampunk, futurista, ou talvez até algo medieval. Eu pensei, refleti e vi que nada me agradava completamente, parecia que faltava algo, pois eu queria misturar deixar as coisas um pouco diferentes, sem perder, no entanto o aspecto mágico e fantástico da fantasia medieval. No final das contas, eu não queria cair na ideia de elfos, anões, homens e halflings virando deuses.

Desenho de Amano
Então em uma pesquisas ( leia sem ter o que fazer) na internet tive um "estalo" e pensei porque não fazer algo que misture um pouco do gênero futurista e do medieval, me veio em mente então o He-Man, procurei algumas referências, mas estas não me agradaram muito, contudo a ideia não saiu da minha mente.
Lembrei de Final Fantasy, procurei algumas coisas e poucas me agradaram, entretanto sabia que estava indo pelo caminho certo e continuei, olhei para os meus lados vi os desenhos de Roger e disse é isso que eu quero para criar a atmosfera do meu jogo e então decidi por algo mais techno Fantasy. Depois disso tive mais um "estalo" e lembrei-me de duas das influências de Roger, que servirão de guia para a construção estética da ambientação do jogo, são eles Amano e Moebius.
Desenho de Roger

Sendo assim, apesar das dificuldades eu me decidi, o jogo seguirá essas tendências, nada de medieval, no sentido D&D, ou muito menos futurista, ficção científica, como Star Wars, será no final das contas uma mistura, onde tecnologia e magia ( por falta de nome melhor) vão conviver de forma avançada, perigosa e ao mesmo tempo precária, no sentido de não terem resolvidos os grandes males que são, obviamente, os desafios dos jogadores.

Por hoje é só, brevemente trago novas reflexões sobre o jogo, seus aspectos mais fundamentais   e não apenas sobre seu pano de fundo. Espero o comentário de vocês, me digam o que acharam , o feedback é importante, pois esta obra não é só do Falando de RPG, mas é de todos que acompanham esse blog.