segunda-feira, 7 de setembro de 2015

E Agora? Na Minha Ficha Não Tem Nada



Algumas sessões atrás em minha campanha de Space Dragon, meus jogadores se envolveram em um desafio no meio de um planeta cheio de dinossauros e dragões, o problema consistia especificamente em se livrar de um casal de T-Rex. No entanto, para a infelicidade dos jogadores, o grupo não estava em um nível alto e os recursos eram escassos. Diante da periclitante situação, um dos jogadores falou em lamento:
E agora? Na minha ficha não tem nada que possa me ajudar!
A frase em questão me levou a pensar, suscitando neste post. O fato é que quando nós jogamos jogos Oldschools as fichas são bastante simples e intuitivas, o foco não está nas estatísticas e vantagens que lá poderiam conter, mas na imaginação e sagacidade do jogador que encarna um personagem. No meu ponto de vista, quando não entendemos esta dinâmica tudo fica mais difícil.

Ao contrário dos jogos mais recentes, que apresentam uma série de recursos capazes de salvar mecanicamente os personagens de situações desafiadoras, RPGs Oldschools apresentam uma ausência de recursos mecânicos, as fichas nestes jogos são mais como um lugar que reúne características possibilitadoras dos testes que envolvem os atos criativos dos jogadores, baseados nos moldes de suas classes, acordados pelo mestre.

Para um bom jogo, portanto, o que se faz necessário é um desprendimento das estatísticas e um apego a imaginação, menos apego as regras de maneira rígidas e mais apego as narrativas, ou seja, o movimento não é "vamos ver o que as regras me permitem fazer", mas "eu quero fazer isso e isso, qual regra pode ser usada ou caso nenhuma sirva qual se pode adaptar"

Assim, antes de pensar pelo que está escrito na ficha, o que em um jogo com a pegada Oldschool como é o caso do Space Dragon acabará em frustração, pense pela história e pela cabeça do seu personagem, o resto a gente corre atrás.

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