terça-feira, 28 de junho de 2011

Contrato Social Entre os Jogadores

Olá pessoas queridas que leem o blog hoje eu desejo conversar um pouco sobre um assunto que foge um pouco do RPG em si. Entretanto, o que pretendo abordar nos próximos parágrafos é de grande importância para o bom funcionamento do jogo, falo do que se poderia chamar de contrato social, mas especificamente contrato social entre jogadores.
Mas por qual razão devemos falar de contrato social? A resposta é bem simples, o RPG é um jogo social e por isso envolve interações entre pessoas, interações essas intermediadas por convicções culturais particulares  que podem se chocar em algum momento, mesmo sendo os atores da interação amigos. 
Levando o parágrafo anterior como premissa temos em mãos uma demanda, a qual se constituiria na necessidade de um equilíbrio entre as vontades individuais, um controle que estabelecesse fronteiras e limites os quais não poderiam ser transgredidos, formando assim a ideia de respeito.Entretanto, para existência de tal respeito é necessário que exista um contrato, uma espécie de pacto mútuo entre aqueles responsáveis pelo jogo, ou seja, um acordo onde todos estabeleçam seus limites.
O contrato entre os jogadores de RPG não necessariamente precisa ser escrito e assinado, não se trata de um compromisso jurídico, mas de um pacto amigável, que encerra em si a sensibilidade de todos em relação ao limites do próximo.O contrato seria uma espécie de proteção dos  direitos individuais mediante a proteção do direito do outro.
Acho tal conceito importantíssimo, apesar de talvez muitos encararem como algo banal, porque demonstra a maturidade de um grupo, desenvolvendo através de um aspecto mais normativo a solidariedade e a amizade das pessoas.
Através de uma boa discussão onde se estabeleçam os limites do que por ventura poderá ser encontrado no jogo pode salvar uma campanha e evitar abalos em amizades antigas, por isso senhores e senhoras é interessante pensar no significado que o conceito de contrato social entre jogadores traz.
Para concluir darei o meu exemplo. Eu fazia parte de um grupo de RPG, as histórias eram legais e o mestre também, no entanto esse narrador precisou ser substituído e assim assumiu um dos jogadores do grupo, as coisas não ficaram a mesma coisa e as campanhas de alto heroísmo tornaram-se hediondas e cheias de crime, o resultado foi simples eu sai do grupo e após algum tempo mais da metade saiu, como fica claro havia um contrato implícito nos nossos jogos e quando ele foi quebrado o grupo se desfez.
Dessa maneira meus queridos leitores e leitoras prestem atenção nos seus limites e nos limites dos seus amigos, conversem sobre tudo que envolva o jogo, do lugar onde ocorrerá passando pelo lanche e a sessão em si, conheça, reflita sobre os outros e acima de tudo respeite os seus limites.

Grande abraço e espero os comentários