sexta-feira, 1 de julho de 2011

Colaboração d'O Bardo - Personagens não humanos, por que não? (3)

Frequentemente percebo, durante o ato de criar personagens, que certas espécies simplesmente parecem impraticáveis. Quem vai ser o doente que vai jogar voluntariamente com um Zumbi? Talvez devesse ser você!

(Artista: Jon Hodgson)
Pensando nas tantas classes que podia adotar para criar novos personagens (guerreiros, clérigos, magos e especialistas, todos eles com uma infinidade de variações), percebi que, na imagem mental que fazia, todos os meus personagens eram humanos. Anteriormente já falei sobre o assunto, mas vou retomar mesmo assim. Provavelmente isso tem relação direta com o fato de sermos humanos e entendermos, por conseguinte, a experiência humana melhor do que a de um elfo de duzentos anos, por exemplo. Mas partindo do pressuposto de que cada humano é diferente do outro, eu pergunto, que diferença isso tem de usar uma raça diferente? É só pensar que é um humano com outras características. Pelo menos a princípio, é um bom pensamento a se adotar.
“Que raça eu escolho então?” você pode se perguntar. Isso fica a critério do jogador, se achar muito difícil interpretar alguém muito diferente, escolha um elfo/anão/halfling. Quando estiver mais confiante tente alguma espécie mais esdrúxula como Driders, Fadas ou Trogloditas. Mesmo que o personagem criado não seja usado por muito tempo (mesmo porque eu duvido um Dragotauro viver muito tempo), garanto bons momentos de diversão. Ainda assim está temeroso de assumir tal empreitada? Use como personagem secundário, a vantagem Aliado, de 3D&T é perfeita para isso, você pode ter o seu personagem heroico e estereotipado ao mesmo tempo em que ele é auxiliado por alguém não tão usual.
Deixarei uma lista com raças que, ao menos em 3D&T podem ser adotadas pelos jogadores (com uma frase ou duas de explicação e comentários):

Manotauro: metade de baixo de touro, metade de cima de Minotauro. São muito fortes e orgulhosos, muito respeitados pelos Minotauros;
Meio-Abissal: criaturas fruto do envolvimento entre Humanos e Demônios;
Meio-Celestial: da mesma forma que os Meio-Abissais, só que são filhos de Anjos, e não Demônios;
Meio-Dragão: filhos entre Dragões e Humanas (ou Elfas), possuem a aparência da mãe a uma invulnerabilidade relacionada à cor do pai. Também possuem uma afinidade natural com magia; 
Meio-Elfo: filhos de Humanos com Elfos, são, grosso modo, descritos como elfos com barba e sem orelhas pontudas;
Meio-Gênio: filhos de Humanos e seres mágicos, possuem uma afinidade muito grande com magia. Também são famosos por possuir o poder de realizar desejos;
Meio-Golem: é o ciborgue medieval, ao invés de ter partes mecânicas, tem partes de outros materiais animados com magia. Invariavelmente o usuário enlouquece no processo;
Meio-Orc: filhos de Humanos e Orcs, são brutos e pouco brilhantes, mas podem passar Humanos grandes e feios;
Minotauro: corpo de um Humano robusto, cabeça de touro ou outro animal aparentado. São orgulhosos e honrados. Costumam ter haréns de Humanas e Elfas com quem procriam. Não existem Minotauros fêmea;
Ogre: grandes, fortes, burros e feios. E isso pode ser muito divertido;
Sátiro: meio homem, meio bode. Possui chifres enroscados e afinidade com música e magia. Acima de tudo, são amantes de mulheres bonitas e charadas;
Troglodita: homens lagartos, em geral malignos que gostam de cerveja e objetos metálicos. Não são bem vistos pela habilidade de exalar um gás pestilento;
Vampiro: seres da noite que se alimentam de outras criaturas, seja seu sangue, seja suas almas;
Zumbi: uma das formas mais deprimentes de vida(?), sua carne ainda está presa aos ossos, mas apodrecida. Ele até pode ser inteligente, mas a fome de comer órgãos humanos vivos é impossível de saciar.

Bastante coisa, não? Agora confira o restante da lista no Bardo (parte1) e na Confraria (parte 2)!

Bena