sexta-feira, 11 de novembro de 2011

Construindo e Usando o Renome de Personagens Parte I

Olá senhores e senhoras que acompanham o blog hoje gostaria de compartilhar com vocês algumas ideias de como construir uma veracidade maior para nossos cenários e também para as nossas aventuras, para isso nós usaremos uma característica bem interessante chamada  renome.
Como todos aqueles que não faltaram as aulas de história sabem, na idade média uma pessoa era considerada importante de acordo a reputação de sua família e de seus feitos, ao contrário da atualidade onde uma pessoa na maioria das vezes vale aquilo que ela detém finaceiramente.
Neste sentido, no período mediveval havia assim entre uma nobreza uma preocupação com a fama e o prestígio de seus nomes, a manutenção de tais honrarias eram vistas como as principais preocupações dos nobres ociosos, que frequentemente poderiam se envolver em guerras e torneios para abrilhantar ainda mais suas proezas.
Deixando um pouco de lado esse pano de fundo histórico, grosseiramente formulado, nos perguntamos: O que de fato essas situações trazem para nossos jogos de RPG? Como usar o renome de maneira eficaz e verossímil?

Com nossas questões formuladas vamos às dicas que possibilitaram algumas luzes sobre o assunto

Reconhecimento Familiar  de um Personagem

O primeiro ponto que podemos tratar obviamente é o reconhecimento familiar, neste não há muito segredo, apenas se precisa de um pouco de atenção por parte do mestre e também por parte do jogador para que assim ambos possam competentemente trabalhar a nobreza de um personagem em particular.
Ao mestre cabe sempre lembrar que determinado personagem é um nobre que as pessoas deveriam reconhece-lo como tal e sendo assim este poderia ganhar alguns favores como por exemplo ter sua entrada facilitada, ou quem sabe conseguir favores da autoridade local. No entanto não há apenas flores neste jardim, pois o mestre pode utilizar a fama genealógica do personagem contra ele, fazendo com que as portas se fechem diante dele ou que ele seja ameaçado de morte por pertencer a uma familía de nobres que naquele local não é bem quista.
Ao jogador cabe dedicar-se ao seu histórico primeiramente pensar como a família conseguiu a fama e se ela ainda se mantém forte, além disso uma outra boa questão é se perguntar se o seu personagem vive a sombra do reconhecimento que a família tem, se ele se sente preso a isso ou se ele não se importa. Outra característica que poderia enriquecer ainda mais o renome concebido através da família seria a construção de uma árvore genealógica, outro ponto bastante ijmportante é a interpretação, o jogador deve ter consicência de sua nobreza, dessa maneira deve reger suas ações com coerência, seja para renegar sua herança nobre e a fama de sua família, seja usar esta fama ao seu favor.

Os Atos Heróicos ou as Falhas Desastrozas 

Outra maneira de construir e usar o renome é utilizar as falhas desastrozas e os grandes atos heróicos dos pdms e dos personagens dos jogadores, afinal fracassos e vitórias se tornam notícias e  estas são transformadas em lendas que  são levadas facilmente pela brisa.
Torna-se gratificante assim escutar em um vilarejo próximo ou até em um outro reino ou dependendo do feito em outro plano a história de um determinado herói, assim como a fama de seu fracasso pode se tornar um combustível a mais para que este busque mudar sua reputação, entretanto em relação aos fracassos aconselho parcimônia no uso com os jogadores, pois se não houver uma boa conversa eles podem entender de maneira desagradável tal situação.
Para finalizar acho que os atos heróicos devem ser defenidos como aqueles que salvaram toda a história, ou seja, atitudes em situações cruciais, que podem por exemplo podem ou não serem medidas através do sucessos automáticos (20 no d20). Em relação as falhas desastrozas acho em minha humilde opinião que deveriam ser definidas como momentos cruciais que não foram resolvidos de maneira favorável, ou seja, as grandes tragédias que uma vida de heroísmo também pode trazer, assim como os atos heróicos poderíamos mesurar  ou não as falhas através de falhas críticas (01 no d20).
Concluindo ou não

Essa foi a primeira parte deste assunto que se desmembrará por mias um post (eu acho), a principal intenção com essa minha reflexão é tentar dar um pouco mais de importância  e realismo aqueles que fazem do cenário de jogo, ou seja, os personagens(sejam dos jogadores ou do mestre)

Até logo e espero os comentários.