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Jardim Carmesim

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Nas terras distantes existia um reino governado por um jovem rei que se angustiava por reinar só. Mas em um crepúsculo de outono, enquanto as folhas secas caiam serenamente, o rei cavalgava e durante o seu passeio viu entre as árvores um ser mágico que como um gatuno arrebatou seu coração.

Era a ninfa de nome Encanto, que era imensamente formosa, de olhos cintilantes como esmeraldas, tinha uma pele brilhante e dourada, lábios tão delicadamente esboçados, dotada de uma voz de anjo e um corpo intocado.

Dentro do coração real foi tamanho o sentimento que o seu espírito despiu-se do medo e o corpo paralisado controlou, então o rei pegou as rédeas do cavalo firmemente e aos poucos, bem aos poucos se aproximou. A cada galope os lábios dele ressecavam e o coração como tambores que pulsantemente tocavam, batia fazendo tum,tum,tum!!

Ao ver o jovem rei a ninfa também se apaixonou, mas sua face de melancolia transbordou, pois ela sabia que seu coração a nenhum mortal poderia pertencer, porque ao contrário dos homens ela não podia morrer, pois um deus chamado Amon não permitiria acontecer.

Amon, que era um deus poderoso, nos tempos remotos, teve seu coração roubado por Encanto, no entanto, a ninfa seu sentimento rejeitou, colerioso Amon a ninfa imortal tornou.

Aprisionando seu espírito em seu corpo, para ao menos, sempre a beleza de Encanto ficar todas as noites contemplando.

E por causa do feitiço divino todas as noites, Encanto chorava sua existência amarga. Mas naquela noite não havia lamuria em seu lugar havia uma emoção que os homens denominavam paixão.

Como se a séculos o jovem rei e Encanto fossem namorados eles se amaram e um ao outro se entregaram no meio do bosque em uma cama de folhas fazendo do vento o cobertor.E foi tão profundo o gozo de ambos que ao reino dos sonhos os levou.

Naquela madrugada, uma visita à Encanto foi fazer Amon, trazendo em mãos a mais bela jóia do mundo. Chamou por Encanto três vezes em cada um dos quatro cantos, e achou estranho não escutar a voz da ninfa lamentando.

Insistente como era continuou a procura pela ninfa tão pura, mas ao final de sua busca ele encontrou Encanto, nos braços de um homem, nua. A raiva tomou o coração de Amon e com um grande clangor o deus o casal acordou.

Dominado pela ira perguntou o porquê a Encanto, que respondeu que o jovem rei estava amando. Sangue haveria de ser derramado falou Amon irado, sem demoras o jovem rei atacou Amon, que contra-atacou, mas seu golpe perfurou o peito de Encanto, que desfaleceu e para os Elíseos lindos partiu.

O bosque então se desfez, como se a beleza fugisse do ato de Amon, diante do corpo da ninfa acabou com sua vida o jovem rei, encaminhando para o vazio sua eterna alma.

Amon então viu o final de dois espíritos. Havia pecado o deus desde o principio. Ao entender o fruto de seu sentimento egoísta lágrimas de suas pálpebras caíram no sangue que a terra regava.

Percebendo que nada poderia fazer, Amon transformou o bosque em um lindo e triste jardim, tornando o sangue lindas rosas de cor carmesim. Seu novo jardim, um jardim de sangue, para lembrar que até um deus pode falhar ao amar.