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A Importância do Propósito no RPG

Olá pessoal, Hoje estou por aqui para bater um papo rápido sobre um assunto que eu busco sempre estar refletindo, trata-se da ideia de propósito, do "dar" sentido a todas as minhas movimentações e planejamentos no decorrer da minha vida.
No RPG eu tenho a mesma preocupação, pois não há nada pior na vida, e no jogo, do que se vê tomando decisões ou caminhando por estradas que nada trarão de bom, ou não levarão a lugar nenhum, por isso, vemos sempre a questão do motivo, do sentido, ser levantadas em nossa vida algo como " mas, qual é motivo dessa sua escolha?" ou "qual é o seu propósito com esta ideia?" A coisa fica ainda mais forte quando você é cristão,o que é o meu caso, pois a ética cristã propõe para estes uma vida com um sentido rígido pautado nos direcionamentos provindos de Deus.
Levando isso para o RPG, eu sempre me pergunto quando narro, "qual é o propósito de levar os jogadores para a situação X ?" Faço isso para não cair em um erro cometido por mim no começo da minha vida de narrador, que era levar os jogadores a certas situações vãs, atrapalhavam, confundiam e paralisavam a história como um todo, seja na inserção de personagens  supérfluos, seja através de enigmas e armadilhas ruins para o momento.
Ao começar a pensar o propósito dos elementos que eu inseria, percebi que a história fluía de maneira bem melhor, pois eliminei os aspectos supérfluos das minhas aventuras e dei um enfoque mais frenético naquilo que mais importava, ou seja, nas características centrais da trama, aquilo que podemos chamar de divisor de águas; dessa maneira, aprendi que eu não preciso demorar em um combate introdutório e sem muito valor, nem muito menos transformar um enigma    sem muita importância em um desafio enorme que não trará uma recompensa de valor equivalente, não é isso que os jogadores querem, eles não se divertem apenas porque rolam dados, eles se divertem porque ao rolar dados eles mudam o mundo e transformam a realidade.
Quando coloquei isso na cabeça eu melhorei muito minhas narrações, comecei então a observar que esse é o mesmo pensamento em filmes, livros, desenhos e séries, ou ao menos na maioria deles, pois quando isso não ocorre as coisas podem ficar bem chatas, o que não é diferente em nossas mesas de jogo.
As vezes acontece de eu errar neste ponto, mas quando isso ocorre, a melhor coisa que eu faço é recolocar a história no lugar, re-significar o que não tinha sentido, por exemplo: Se for um vilão que não era para ter surgido eu dedico um arco de histórias a ele e no decorrer do arco ligo  a história principal, se for uma armadilha ou um enigma que está se demonstrando muito difícil facilito para os jogadores da melhor forma possível; e não esqueço que posso contar com os jogadores para  dar ideias e propósitos a minha burrada. 
Enfim, o que quis passar é apenas a ideia de que em tudo que temos que fazer, seja no jogo, seja na vida nós precisamos de propósitos, sentidos e motivos para tal, se não as coisas se perdem, tornam-se chatas e desgostosas de se sentir, dar propósito é fazer valer o tempo que temos, jogando o nosso RPG ou desafiando o nosso dia-dia.