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As Aventuras Épicas e os Níveis Baixos são uma Combinação Possível?




Olá pessoal! Depois de muito tempo sem postar, eu estou de volta com ideias quentes e uma nova motivação, pois agora estou casado com uma mulher que também é nerd! Por isso, tentarei fazer com que o blog tenha uma maior quantidades de posts e que estes tenham uma melhor qualidade também, então podem esperar que minhas palavras podem demorar a serem cumpridas, mas serão.

Agora, entrando no tema de hoje, eu gostaria de falar um pouco sobre uma coisa que  estava conversando com o Fernando do http://www.cavaleirosdasnoitesinsones.com.br/ , trata-se da ideia de aventuras épicas em níveis baixos e a possibilidade dessa combinação. Bem, nós chegamos neste assunto graças a minha campanha de Old Dragon, que recentemente voltou à ativa. Em nossa conversa, acabei descrevendo uma situação (que brevemente será colocada em um relato de campanha por aqui) que o fez pensar que o grupo estava em um nível alto, entretanto, ao contrário do que o Fernando pensou, meu grupo está apenas no nível dois.

Quando eu revelei isso, ele me deu a ideia de escrever este post e então aqui estou eu, agora conversando sobre o assunto com vocês. Pois bem, minha opinião sobre a pergunta título é que é possível construir narrativas épicas em níveis baixos, mas para tanto é necessário duas posturas dentro do jogo; uma partindo dos jogadores e outra partindo do mestre.



A postura épica dos jogadores

Para dar um nome legal e que combine com o post, vamos chamar de postura épica as atitudes que mestres ou jogadores devem ter em jogos que se propõem épicos desde seu início. Primeiro falaremos dos jogadores, o que faz da postura de um grupo de jogadores uma postura de atitudes épicas?

Eu acho que a primeira coisa é a humildade de saber, que dentro do mundo do jogo, eles podem encontrar criaturas mais fortes, e que melhor do que atacar com arrogância é recuar com sagacidade.  Ter isso em mente, leva a atos de inteligência, que podem servir muito mais do que a força bruta, pois a estratégia é a verdadeira força, tanto para fracos quanto para fortes.

A segunda coisa é a criatividade, um grupo que se propõe épico não pode se resumir a coisas como, "eu ataco" ou "eu lanço tal magia", todos precisam pensar e saber utilizar aquilo que tem em mãos, um bom eixo para guiar o pensamento é refletir sobre três pontos, a fraqueza do adversário, o ambiente do combate e as forças próprias e recursos.

Um último ponto que gostaria de abordar é a união do grupo, se todos do grupo tiverem consciência da força que detém e tiverem grande criatividade, mas não tiverem união, haverá um terrível ambiente de traição e discórdia no grupo. Então o que era força torna-se fraqueza. É através da união que se tem as armas contra inimigos e situações mais fortes, grupos de nível baixos que não trabalham em equipe estão pedindo para ser mortos. A divisão de papéis em um exército e a capacidade de sincronia entre a execução destes papéis é um dos ingredientes mais fortes para vitória.





A postura épica dos mestres

Agora,  vamos falar um pouco das atitudes do mestre para a construção de um jogo épico em níveis baixos, a questão é essa: o que se deve fazer para trazer uma atmosfera épica para os níveis mais baixos?

A primeira coisa que eu fiz no meu jogo foi mergulhar os personagens dos jogadores em algo muito maior do que eles, ou seja, apesar da aventura introdutória ter sido aparentemente simplória, ela em seu decorrer se mostrou como a ponta de um iceberg muito maior, algo, que naquele momento, seria impossível dos jogadores resolverem.

Outra coisa que fiz foi colocá-los diante de situações desafiadoras, difíceis mesmo. Foram desafios que eles só conseguiram vencer tomando atitudes que levaram em consideração os três pontos que abordei lá no tópico sobre a postura dos jogadores, só para deixar como exemplo, eu coloquei meus jogadores para invadir um forte de goblins; destruir a torre de um necromante e enfrentar um barão em seu castelo. E eles estavam no primeiro e segundo nível.

Uma última coisa bem importante é que como mestres temos que ter bom senso e isso não significa bondade, só significa que não devemos ser maus. Quando se coloca um grande desafio diante de um grupo de nível baixo também se coloca formas de fugir dele ou enfrentá-lo de maneira mais eficaz, aliados e possibilidades de fuga são bons exemplos disso. O fato é que investir em implicações e poderes muito além dos poderes do grupo, requer também ótima administração de recursos, que permitam os personagens sobreviverem ou parcialmente vencerem esses desafios. E que possamos lembrar sempre aquela velha regra: toda ação tem uma reação.






Palavras Finais

Minha resposta da pergunta é um grandioso sim, eu acho inclusive que isso deixa as coisas muito mais empolgantes para todos, pois faz com que todos os envolvidos no jogo se sintam mais importantes e mais envolvidos com a história que aos poucos vai se construindo. As dicas colocadas nos parágrafos anteriores serviram para mim e espero que tenham ajudado a trazer novas ideias para vocês, se vocês tem uma opinião diferente da minha ou tem outras maneiras de deixarem suas aventuras épicas, por favor, comentem, pois eu adoraria saber!

Um abraço!