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Em Favor de um CA Crescente.


Olá pessoal!Este post era para sair amanhã, mas eu não aguentei, nas próximas linhas teço  uma réplica ao último post do blog Pontos de Experiência, que fala sobre CA decrescente. O referido post você pode conferir clicando aqui . E sinceramente, espero que você leia porque os argumentos do Diogo são bem interessantes, além disso este artigo partirá mais ou menos dos pontos propostos por ele.
Antes de mais nada, quero me localizar. Sou um jogador que começou com o mundo das trevas, depois passou para a fantasia medieval a partir de um sistema próprio de amigo, só mais tarde conheci D&D, mesmo período que comecei a desejar o Senhor dos Anéis sistema CODA. 
O que isso quer dizer? simples. Sou um iniciado no D&D a partir da 3ed., nunca joguei Ad&d, apesar de ter lido o First Quest e conhecer algumas coisas do Ad&d. Sou um jogador que fui apresentado de primeira ao sistema de ataque que até hoje mais gosto, mas isso não me impediu de ter dor de cabeça com os sistemas mais novos do D&D (leiam talentos e poderes posteriormente com advento da 4 ed.)
O fato é que as edições antigas me afastavam justamente por causa da CA negativa, sempre achei difícil, pouco prático e meio intimidadora, graças também a segunda parte desta dupla, o TAC0. Mas, quando vi o Old Dragon me apaixonei e aqui estou eu entre os escola véia.
Dito isso, gostaria de apontar cinco pontos diretamente ligados aqueles construídos por Diogo, vamos lá.

Mais facilmente entendível-  Seguir um padrão quantitativo progressivo torna as coisas mais intuitivas, consequentemente mais rápidas de serem entendidas o que, ao meu ver, agiliza um pouco mais o jogo com os novatos. Diogo também aponta a questão da CA decrescente apontar para categorias de armaduras, mas isso também é possível na CA crescente se dividirmos os bônus concedidos por categorias. Em relação a alteração por outros valores, acredito que inseri-los no cálculo da CA facilitou o jogo, deixou a matemática mais enxuta e possibilitou uma maior agilidade no esqueleto do combate.

Limites são possíveis e devem existir- Talvez este seja um dos calcanhares de aquiles do meu sistema de CA favorito, mas com toda certeza não é irremediável.  Ao limitarmos o acesso a itens mágicos de defesa, respeitarmos limites coerentes nos atributos e optarmos por jogos com medidas sóbrias nos bônus de defesa das armaduras, os limites surgem e uma CA 50 é potencialmente impedida. Agora, aqui tenho que dar o meu braço a torcer, não há como emular, pelo menos em minha ótica, aquilo que o Diogo chamou de distinção entre proteção natural e proteção sobrenatural.

Nada deve ser inatingível, em CA crescente o sobrenatural pode ser vencido- Se algo não deve ser enfrentado não deve ter ficha. Novamente, ressalto que se os limites forem respeitados, teremos grandes desafios, mas não pseudo desafios incapazes de serem transpostos. Nestes dois últimos pontos o Old Dragon mostra muito bem como as coisas devem ser.

Números em dezenas, mas não complexos- Discordo do Diogo totalmente aqui. Usar números negativos complexifica a matemática do jogo e de um jeito que acho chato e vagaroso. Quando temos CA ascendente a matemática simplifica e se os limites forem respeitados, o cálculo é absurdamente mais simplório.

Simplicidade- De fato, as crianças aprendem algo com a CA decrescente, mas isso não significa que uma CA ascendente não ensine também. Ensinam no mínimo um pensamento matemático mais acelerado, por mais que menos complexo. Além disso, sempre gostei das coisas simples quando se trata de diversão e como a CA crescente sempre aparentou mais simplicidade, fiquei com ela. Apesar disso,  reconheço que perdemos em elegância e charme, mas acredito termos ganhado em agilidade narrativa e combativa também.

Enfim, como disse o Diogo, este post só representa uma opinião pessoal e além disso propõe-se à ser um convite para um debate bom, como o post lá do Pontos de Experiência foi para mim, espero que gostem e até a próxima.