segunda-feira, 23 de fevereiro de 2026

Reporte de Campanha: Uivo nas Brumas Sessão II

 Salve, leitor e leitora, tudo certinho? Espero que sim.

Estou passando para compartilhar mais um relato de aventura da campanha Uivo nas Brumas. A sessão descrita abaixo ocorreu ainda no ano de 2025 e brevemente nós jogaremos sua continuação. O relato de hoje foi de autoria de um dos nossos jogadores: Henrique Sérgio. Eu apenas editei para que ficasse no formato que os relatos são publicados no blog e adicionei meus comentários no final.


Sistema: Espadas & Punhais
Cenário: autoral, chamado Pratarrin.  

Jogadores e Personagens 

  • Peres Troika (Saulo) -  humano, mago
  • Brokoth Dracobarba (Sérgio) - anão,  guerreiro 
  • Benigna do Céu (Leandro) - humana,  clériga


Proposta da Aventura/Campanha: Os principais objetivos da campanha continuam sendo investigar e solucionar a série de mortes que assolam o feudo de Pratarrin. A suspeita inicial aponta para lobos, mas os indícios levantados pelos aventureiros sugerem algo mais sombrio. “Uivo nas Brumas” mantém a proposta híbrida, mesclando investigação urbana (citycrawl), exploração territorial (hexcrawl), incursões em masmorras (dungeoncrawl) e uma forte carga de mistério.

Resenha da Aventura: Na segunda noite em Pratarrin, após avistarem uma silhueta monstruosa através da janela da taverna e ouvirem um grito de desespero, os aventureiros decidiram investigar. Do lado de fora, encontraram a porta principal da taverna aberta, destrancada e com sinais de umidade recente. Peres utilizou seus dons arcanos para perscrutar os acontecimentos e teve uma visão: o taverneiro havia saído às pressas e se refugiado em um porão nos fundos do estabelecimento. Ao verificarem o local, perceberam que o porão estava trancado por dentro. 

Optaram então por investigar os arredores da igreja. Ali encontraram pegadas de canídeos maiores do que um humano médio. As marcas vinham da lateral do templo. Próximo dali, localizaram roupas típicas de um plebeu abandonadas no chão, sem sinais evidentes de luta. Seguindo a trilha, encontraram dois corpos brutalmente dilacerados: uma mulher adulta e uma menina. A violência do ataque indicava ferocidade incomum. A trilha de sangue continuava  e algo ainda mais perturbador aconteceu: as pegadas de canídeo gradualmente se transformaram em pegadas humanas. 

Em um beco, encontraram um homem nu, ofegante, como se estivesse se recuperando de extremo esforço físico. Aproveitando-se do fator surpresa, o grupo o nocauteou, amarrou e o levou até a torre de vigia mais próxima, onde foi encarcerado como principal suspeito. No dia seguinte, os aventureiros participaram do rito de enterro das vítimas. Durante a cerimônia, Benigna conseguiu acesso aos aposentos internos da igreja e conversou longamente com o idoso Padre Leônidas, um homem debilitado e praticamente sem visão funcional. O sacerdote revelou ter sido enviado anos atrás àquela região como caçador de criaturas. Afirmou possuir vasto conhecimento sobre lobisomens e sobre bebedores de sangue capazes de controlá-los. Benigna encontrou seu diário e, com permissão, levou-o consigo. Naquela mesma noite, enquanto o grupo se reunia novamente na taverna, um guarda gravemente ferido adentrou o local, caiu de joelhos e, antes de perder as forças, anunciou: “Ele fugiu! O prisioneiro conseguiu escapar!”

Minhas Considerações: A sessão aprofundou o clima investigativo da campanha e elevou o tom de horror gótico. A revelação da transformação das pegadas foi um ponto alto de tensão. A introdução do passado de Padre Leônidas ampliou o escopo do mistério, empolgando os jogadores a se envolverem mais com o cenário. O encerramento com a fuga do prisioneiro foi um excelente gancho dramático para a próxima sessão. Estou bastante satisfeito com o desenvolvimento da campanha até aqui.


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