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Valorizando Os Rituais

Olá leitores e leitoras do blog estou aqui hoje para falar um pouco sobre os rituais encontrados na 4ed. do D&D, um elemento de jogo que por uma quantidade razoável de mestres e jogadores é esquecida ou encarada de forma secundária quase como um detalhe(exceto talvez pelo ritual de ressurreição :P).
No entanto, não precisa ser assim, pois os rituais encerram em si grandes possibilidades, algumas dessas eu gostaria de refletir neste artigo e compartilhar com vocês, então sem mais demoras vamos a elas.
Primeiramente o próprio ritual já se demonstra como um potencial gancho para aventuras pequenas, digo isso pela razão de que todo  ritual presente no livro do jogador tem como pré-requisito de sua execução componentes místicos valiosíssimos e por deveras raros. Pensando nesse aspecto, ou seja, na raridade  podemos esboçar um pequena aventura colocando o grupo para conseguir aquele componente crucial do ritual, componente este que se encontra em um vale dominado por males primitivos.
Mas, os exemplos e as possibilidades não se esgotam por ai, pois a própria execução do ritual pode se tornar algo bem interessante, ela pode se constituir em um desafio de pericias, quando a execução do ritual estiver sendo feita paralelo a uma situação de extremo stress como uma batalha, acho que ao usar dessa ferramenta não só o próprio ritual ganha uma nova característica dentro do jogo como também o próprio combate torna-se mais emocionante.
Outro ponto bem interessante que pode ser usado na valorização dos rituais está na preparação da aventura pelo mestre, a primeira decisão sobre a importância dos rituais em um episódio ou na campanha inteira repousa nas mãos do narrador. É ele que deve colocar as oportunidades para os jogadores usarem esses complexos instrumentos, neste sentido é interessante que narradores percam um pouco de tempo analisando e estudando os rituais encontrados no livro do jogador para que os entenda bem e esteja familiarizado com seu funcionamento compreendendo assim como criar oportunidades para que os jogadores os usem nos momentos propícios.
Além disso, o mestre também deve estar ciente dos rituais que os jogadores dominam e tem em mãos para que os desafios propostos andem nos conformes, claro que a possibilidade de um ritual desconhecido ser o único capaz de abrir um grande portal é interessante e leva a busca e o domínio dele, ou seja, uma aventura, contudo quando isso se torna corriqueiro as coisas perdem a graça e o impacto, para concluir deixo um recado aos jogadores mais familiarizados com os rituais, auxiliem seus mestres conversem um pouco sobre o funcionamento dos rituais que vocês escolheram e o ajude a tornar mais presente na campanha esse instrumento do D&D 4ed. que é tão legal.

Esse foi o meu recado galera! Espero os comentários e suas sugestões de como valorizar os rituais.