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Viagem no Tempo e Fantasia Medieval Alguns Pensamentos Sobre a Combinação

Olá leitores e leitoras do blog hoje trago para vocês um post que surgiu depois de eu ver o filme Dejavu, o qual mistura em sua trama, sequestro, ataque terrorista, loucura, investigação e como não poderia faltar uma arriscada viagem no tempo, sendo este ultimo elemento o tema central desta postagem.
Bem, com o final do filme me surgiu a pergunta de como se poderia dar uma viagem no tempo na lógica do D&D, ou sendo mais abrangente em jogos de Fantasia Medieval, buscando nas minhas limitadas lembranças não encontrei nenhum exemplo que tenha vivido ou chegado aos meus ouvidos de uma aventura que trouxesse em seu desenvolvimento tal elemento.
Diante disso, comecei a refletir como se daria o desdobramento de tal tema, primeiramente devemos nos perguntar onde por qual razão haveria uma viagem no tempo em um jogo de Fantasia Medieval, seria realmente significativo este elemento na dinâmica da campanha? Minha humilde opinião é que sim, pois um tempero a mais nunca é demais, contanto que seja tudo feito decentemente, ou seja, a ideia de uma viagem no tempo deve obedecer um lógica, uma linearidade que dê sentido ao mundo de jogo.
Mas, como conseguir esse sentido? Primeiramente acho que o importante é fazer da viagem no tempo algo necessário para aventura, necessário no sentido de que nenhuma outra forma de intervenção no mundo seria eficaz, como exemplo usemos o filme já citado, não se poderia salvar pessoas que já estavam mortas de outra forma que não fosse voltar no tempo. Entretanto não podemos aplicar em jogos de Fantasia Medieval, principalmente o D&D o exemplo dado, contudo podemos adaptá-lo, pois ressuscitar uma pessoa é relativamente fácil, mas uma multidão não, o que levaria a ideia de que interromper os eventos que levaram a morte de uma cidade inteira é bem mais fácil que faze-la voltar dos mortos.
Depois de tornar a viagem no tempo o único modo de evitar/transformar a realidade devemos pensar em como se dará a jornada pelo tempo eu pensei em três opções a primeira é se constitui pela ideia de fronteiras temporais, lugares ermos no mundo que através de energia concentrada poderiam ser capazes de levar os personagens em direções incertas tanto no tempo quanto no espaço, o mais legal dessa opção é que a busca por um lugar assim já pode servir de aventura inicial e também de toque dramático se as horas estiverem contra os jogadores.
O segundo ponto que pensei trata-se da manipulação consciente de um mago, ou seja, um ritual que levaria o grupo ao passado ou ao futuro, uma espécie de máquina do tempo medieval também poderia se enquadrar neste segundo ponto dando assim um toque bem interessante a campanha, uma vantagem que vejo nesta opção é rapidez no fluxo da história levando-a onde realmente importa.
O terceiro e ultimo ponto se constitui da intervenção divina, ou seja, seriam os deuses que levariam os personagens a um passado distante ou futuro longínquo para que impedissem ou fizessem algo, acho esta terceira fonte pela causa de fazer com que o jogo tome proporções bem épicas e mitológicas.
Outra possibilidade que pode ser explorada com a ideia de viagem no tempo é a visita de pessoas do futuro, talvez um inimigo, um grande mago ou semideus que vem de anos do futuro para tentar acabar com o grupo antes que este acabe com ele, ou até a visita dos personagens, em um estado de idade e poder mais avançado a eles mesmos no presente para avisá-los de algo ou impedi-los de fazer algo que arruinará o mundo em um futuro não muito distante.
Enfim, fica a ideia e alguns esboços de como a viagem no tempo pode ser inserida dentro da Fantasia Medieval e principalmente do D&D espero que vocês tenham gostado e deixem mais ideias de como usar este recurso tão legal nos comentários forte abraço!