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Contos de Sexta: O Rei e o Dragão Parte 2

Olá jogadores e jogadoras, mestres e mestras! Nesta sexta deixo com vocês a parte final do conto O Rei e o Dragão, assim como também para aqueles que não leram a primeira parte deixo o link logo abaixo. Brevemente coloco o arquivo para download também, espero que gostem e não esqueçam de comentar!



O Rei e o Dragão Parte 2

Diante de tal visão, Alcagalax achou-se poderoso e vencedor, assim ele rasgou os ares, com um vôo rasante e perigoso, jogou-se diante das tropas do rei élfico e soprou um grande cone de  ar gélido, transformando muitos em estátuas de gelo.
O pânico se alastrou, as tropas saíram de sua formação e diversos cavaleiros foram pegos de surpresa por grupos de gigantes que espreitavam, a derrota parecia certa.
Fortunir esforçava-se para manter todos encorajados, entretanto nem todos respondiam as suas palavras de poder e ordem, Adhacast inutilmente conjurava círculos de proteção, que logo eram quebrados pelos contra-encantos do dragão.
Nas bases da fortaleza Trokim via os portões serem explodidos, por tal explosão o pobre anão foi arremessado e quase desmaiou; contudo, seu ódio foi enorme e não deixou que sua alma adormecesse, permitindo assim, que o guerreiro anão visse e se assustasse com a quantidade de trolls do gelo, que agora entravam na fortaleza, comandados por gigantes de gelo.
Mas, esse com toda a certeza não seria o fim da história, pois Talion e Laucunor sabiam como eram os dragões e sua arrogância, Alcagalax logo abriria a guarda; e dessa maneira haveria uma chance de por fim ao seu terror, mesmo que tal chance fosse pequenina, como o buraco de uma fechadura.
Então em um momento do sexto dia quando as forças do exército do elfo rei já estavam prestes a definhar por completo, Alcagalax abriu sua guarda e vacilou, enquanto se proclamava vencedor, devorando alguns e escarnecendo do rei.
Não perdendo a oportunidade Laucunor e Talion se mativeram frios e prepararam o arpão,enquanto isso os sete que acompanhavam o humano bravamente chamaram a atenção do dragão, Alcagalax com todo o seu capricho caiu na armadilha e começou uma caçada, semelhante aquela que um gato faz contra ratos; no entanto, neste caso em particular os ratos eram espertos.
Bailando com machados, foices e cimitarras os sete guerreiros instigavam o ódio do dragão, cortando as escamas das patas traseiras e esquivavam-se dos golpes que Alcagalax efetuava devastadoramente. Nem mesmo um grande cone de hálito frio foi capaz de fazer os guerreiros pararem de dançar o que era chamado pelos guerreiros viajantes de “ círculo dos sete armados”.
Dessa maneira, Alcagalax se viu concentrado de maneira plena nos seus adversários atuais, esquecendo assim de todos os outros que o circundava, abrindo assim sua guarda e demonstrando seu ponto fraco para aqueles que pacientemente esperavam por isso.
Enfim, quando os sete dançavam mais fervorosamente e o monstruoso Alcagalax mergulhado em sua fúria atacava voraz e imprudentemente, Talion e Laucunor tiveram a oportunidade que  ansiavam e dispararam o arpão que fortemente rasgou o ar acertando em cheio o imponente dragão branco.
Os gigantes remanescentes tremeram ao ver seu senhor ser atingido, com isso foram logo abatidos pelos restos das forças do rei elfo, os últimos batalhões que ainda lutavam comandados por Trokhim, Fortunir e Adhacast.
Alcagalax urrou e proferiu uma maldição pela última vez, pois logo após ser atingido desfaleceu na dor, tendo o arpão atravessado em seu maldoso coração.
Enfim, havia terminado a batalha do rei e do dragão, tornando-se mais uma história, mais uma vitória a ser contada e cantada nas Terras Brancas onde reina forte Talion o elfo.