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ARTIGOS: Cidades Medievais

Olá leitor e leitora, estou de volta e no post de hoje, apresento um artigo fortemente baseado na história e que tem por tema as características de uma cidade medieval. Aqui, estarão registradas uma série de informações que podem guiá-lo ou guiá-la na montagem de sua própria cidade medieval.  Então sem mais delongas, vamos ao artigo!



Cidades medievais eram superlotadas, barulhentas, escuras e cheiravam muito mal. Só as ruas mais largas eram pavimentadas, as outras eram sujas, com esterco e lama. Na maioria, eram apenas vielas estreitas onde não se podia passar com duas mulas sem derrubar os quiosques dos comerciantes.
As ruas, geralmente, ferviam de gente, eram ferreiros, sapateiros, vendedores de tecido, açougueiros, dentistas… comerciantes de vários itens que se amontoavam em busca de sua clientela. A balbúrdia era imensa e não era incomum venesianas de casas serem transformadas em  banca de mercadoria. 
Na média, as cidades medievais típicas tinham entre 250 a 500 habitantes. À noite, eram silenciosas e muito escuras: não havia iluminação pública. Era comum toque de recolher decretado pelas municipalidades, como prevenção contra assaltos e assassinatos. O que,obviamente, nem sempre resolvia o problema.
Nas cidades medievais, a aplicação de penas, muitas vezes bastante violentas, era um espetáculo público. Criminosos eram escoltados em um cortejo enquanto a multidão gritava xingamentos e pragas. Também não era incomum que os criminosos fossem torturados antes da provável execução. 
 Eram frequentes, também, os incêndios. As casa, de três ou quatro andares, eram construídas de materiais inflamáveis: paredes de madeira e galhos e tetos de palha ou junco, que ardiam em poucos minutos. Se por um lado os incêndios geravam prejuízos, por outro era benéfico, pois amenizava as condições de sujeira, que era grande na época. 
A maioria da população jogava seus excrementos em esgotos ou em pilhas de detritos a céu aberto, tornando as vielas imundas, o mau cheiro insuportável e as águas de abastecimento da cidade poluídas. Na época apenas os mais abastados dispunham se suas próprias latrinas. 
Apesar das cidades medievais não serem todas iguais, elas possuíram alguns elementos em comum que caracterizam sua identidade e que podem servir de base para a criação de cidades dentro do RPG, tais como as muralhas, os edifícios,  jardins, os circuitos viários, o mercado e a igreja.  
As muralhas, para além de servirem de defesa, funcionavam também como portagem ao comércio, e, como eram barreiras físicas ao crescimento urbano, tinham de ser sucessivamente criadas novas cinturas. As ruas revestiam-se de importância especial por ligarem todos os lugares comerciais. Ao lado das ruas cresciam os edifícios, sobretudo em altura e muito juntos. 
A praça do mercado situava-se normalmente no centro ou junto à rua principal, e encontrava-se rodeada de edifícios de cota mais ou menos igual, com galerias por baixo. Esta praça podia ter diversas formas, desde a triangular à oval e à quadrada. Em frente à igreja situava-se igualmente uma praça (por vezes confinante com a do mercado), que se revestia de importância particular por ser lá que se reuniam, em convívio, os fiéis antes e depois da missa, e onde eram também deixados os cavalos dos não residentes.

REFERÊNCIAS 

Cidade Medieval in Artigos de apoio Infopédia [em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2017. [consult. 2017-01-14 01:07:44]. Disponível na Internet: 
10 Curiosidades sobre as Cidades Medievais.  [consult. 2017-01-14 01:07:44] Disponível na internet: http://www.historiadigital.org/curiosidades/10-curiosidades-sobre-as-cidades-medievais/