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Monoteísmo e Fantasia

Olá leitor e leitora! Estamos de volta com mais um post e dessa vez trataremos de uma temática que não é tão comum em jogos de fantasia: a crença em uma única divindade e as relações com o mundo de campanha, em outras palavras, é possível que um cenário monoteísta seja tão divertido quanto um politeísta e que também apresente uma riqueza proporcional quanto o último no que toca aos ganchos de aventura? 



Em relação a literatura, nós temos exemplos clássicos do relacionamento entre monoteísmo e a fantasia, Senhor dos Anéis e principalmente Nárnia são obras que lidam cada uma ao seu modo com a questão e apresentam dentro de seus universos uma riqueza de história, ganchos de aventura e questões religiosas bastante interessantes.

Nos jogos, assim como na literatura, o monoteísmo não deveria ser um problema, mas uma outra forma de temperar a fantasia, apesar de padrão o politeísmo não deve ser encarado como norma inegociável, inclusive uma realidade sem deuses também pode ser uma ótima forma de temperar um mundo fantástico...

Mas, voltando ao monoteísmo, acho a ideia de um mundo fantástico monoteísta bastante interessante porque permite uma pluralidade de novos conflitos. Primeiramente, se lembrarmos que a crença na existência de uma única divindade não implica necessariamente na existência de uma única igreja e de uma única teologia temos um motivo e tanto para novos ganchos de aventura que não sejam apenas questões como bem e mal, mas também verdade e mentira, heresia e ortodoxia, enfim o conflito não apenas abarcaria aqueles que não abraçam a fé, mas também como se entende de maneira correta o conteúdo dessa fé.

Além disso, poderíamos imaginar também uma realidade onde controlar a igreja seria quase como controlar o mundo, pois ante toda a pluralidade de raças e culturas uma verdadeira religião que advoga ser a defensora da doutrina do único deus existente seria um grande ator político na agregação destes povos, estabelecimento de recursos e favores, o jogo imitaria a vida e nesta opção se configuraria a igreja em questão como um ator político importante.

E o que dizer das possibilidades dos embates entre a concepção mágica divina e a arcana? Sem muitos deuses para concorrer entre si, talvez o maior embate fosse entre uma cosmovisão arcana da existência e uma cosmovisão religiosa ( o que no meu cenário caseiro ocorre mais ou menos). Uma pequena divergência entre magos e sacerdotes poderia levar um grupo de aventureiros a ruína mais tarde do que eles esperariam.

Para concluir, posso dizer que as possibilidades aqui citadas são apenas poucos centímetros da ponta do iceberg! Existem muitas outras como cruzadas contra apóstatas, criaturas sobrenaturais que se rebelaram contra o criador e agora incitam declarar uma guerra, embates entre duas religiões que  mutuamente se excluem entre outras coisinhas mais. Como última dica, recomendo a você que tome nota das religiões monoteístas do mundo de suas divisões e diversidades interpretativas, afinal, religiosidade é sempre uma boa fonte de inspiração

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