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Cuidados Importantes Que o Mestre Deve Ter: Dicas de Como não Desprotagonizar Os Jogadores

Hoje vou tratar de um assunto bem interessante e um tanto que complicado, pois o texto que vou escrever trata não só de uma ideia, ou de uma dica pensada nos corredores de minha mente, mas também de uma correção para mim mesmo e uma advertência para minha dinâmica de mestrar, enfim trata-se de uma tentativa de chamar minha atenção para uma falha que algumas vezes eu cometi.
Mestre deixe o jogador jogar!!
Trata-se da desprotagonização dos jogadores pelo mestre,mas o que viria a ser essa situação? Bem, de acordo com o podcast do Tio Nitro ( de onde surgiu a ideia desse pequeno artigo) desprotagonização é a tomada de controle  dos personagens dos jogadores pelo mestre sem a autorização destes, um exemplo  emblemático dessa ocorrência é quando o mestre impossibilita que o próprio jogador descreva as sensações que o seu personagem está sentindo em uma determinada situação, impondo a ele um determinado tipo de humor, sentimento ou atitude.
Apesar de parecer algo digamos tão alarmante e explícito, tal situação é bem propensa a acontecer nas mesas, principalmente quando os jogadores não tem grande experiência ou desenvoltura com o jogo, o que tendencia o mestre a tomar certas atitudes que tiram do jogador o seu poder, levando assim a impotência interpretativa e consequentemente ao possível   desinteresse para com a campanha.
Neste sentido, a grande pergunta que vem a mente é o que fazer quando nos deparamos com essas situações que incitam o narrador a tomar para si a oportunidade interpretativa dos seus jogadores, ou seja, como se prevenir da atração do controle e do abuso de autoridade?
Acho que o primeiro ponto a se pensar é tão obvio que as vezes passa pelo sentido, trata-se do conceito de criação de história coletiva,o que nos permite  dizer que os jogadores estão ali para participar, para contribuir e não para assistir o mestre delegar sensações para seus personagens, por isso senhores narradores, deixem os pjs com os jogadores.
Jogadores não devem ter bocas costuradas
Outra coisa que merece destaque é a timidez dos  jogadores como gatilho para a desprotagonização, tudo bem que a falta de interação deixa a sessão extremamente monótona  causando desespero naquele que está coordenando a história, mas pensemos será que responder e delegar palavras se sensações aos personagens dos jogadores é a solução? A resposta correta é não, isso só ocasiona mais dissonância em algo que deveria ser equilibrado e consonante.
É preciso que o mestre tenha sensibilidade para através de diversos macetes  trazer das profundezas do jogador sua face mais interpretativa e isso não poderá acontecer se o mestre não criar as oportunidades necessárias, ou seja, se o mestre não encarar sua função como a de um coordenador e se colocar como o possuidor dos direitos sobre os personagens dos jogadores.
Para finalizar acredito que uma das coisas  que possibilitem o acerto nesta questão tão delicada é uma trama bem amarrada nas histórias e motivações dos personagens, de uma forma bem ampla acho que para não desprotagonizar jogadores o narrador deve mergulha-los na história profundamente, deve através disso se policiar criando assim ambientação favorável para que todos se divirtam e criem juntos afinal esse é o real motivo de jogarmos RPG!!


Espero os comentários um abraço